"A vitória brilhará àquele que tímido ouse". Agostinho da Silva
Domingo, 1 de Junho de 2008
78ª Feira do Livro de Lisboa

 

 "Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria."

Jorge Luís Borges



publicado por Margarida Balseiro Lopes às 20:48
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11 comentários:
De Francisco Castelo Branco a 1 de Junho de 2008 às 22:09
Muito bom a feira do livro

Excelente iniciativa

Compreendo as exigencias da LEYA.
os pavilhoes sao modernos e podemos tocar nos livros e escolher muitos antes d pagar



De Margarida Balseiro Lopes a 4 de Junho de 2008 às 02:32
Xico,

Também eu compreendo a exigência da Leya em ter uma Feira mais moderna, mais prática, que satisfaça as necessidades dos seus milhares de visitantes.

Já tenho alguma dificuldade em perceber a razão de ser da celeuma que esta renovação suscitou...


De José Salgado a 1 de Junho de 2008 às 22:10
Mas os livros tinham de ser de graça, não poderia haver ninguém a tentar lê-los antes de nós, e tínhamos de ter um armazém pessoal para os gardarmos todos...


De Maria Inês a 2 de Junho de 2008 às 11:26
E como a contestação tipicamente portuguesa nunca está em défice (mesmo que tudo o resto entre em falência inegável), até a FL teve os seus momentos menos felizes este ano. Mas, desde que não me tirem a FL, não me levem o mar de livros baratinhos (mais ou menos) e em largas doses, não me escondam os livros do dia e o regatear com os alfarrabistas... para mim, a FL é FL independentemente dos pavilhões, da côr destes, do seu tamanho ou da sua forma. O que eu quero é LIVROS!

Maggie, gosto muito do blog. Escreves bem (já to disse milhentas vezes) por isso é sempre bom ver que tens gosto em que outros leiam o que tu muito bem debitas ;) Parabéns e vai escrevendo muito, que nós gostamos mesmo.

Um beijinho


De Margarida Balseiro Lopes a 4 de Junho de 2008 às 02:35
Foi a primeira vez que fui à Feira do Livro de Lisboa. E dada a minha paixão por tão enriquecedores objectos, é fácil adivinhar o entusiasmo com que calcorreei os longos corredores da feira. E, curiosamente, os que mais gostei foram aqueles vendidos pelos alfarrabistas, a 1, 2, 3€. Trouxe um livro, dificílimo de arranjar, de um poeta da minha terra: Loureiro Botas. Uma tradução do Rei Édipo de Sófocles, por Agostinho da Silva. Enfim, inúmeras maravilhas...

E o entrelinhas?


De Maria Inês a 4 de Junho de 2008 às 21:27
O entrelinhas está em stand by, querida amiga. Haja tempo. E alguma paciência que já começa a ser escassa. É que quase 5 anos de blogosfera já pesam.


De Tânia Martins a 2 de Junho de 2008 às 14:26
A Feira do Livro é o ambiente das maravilhas, relíquias e mais relíquias que nos enchem os olhos e nos dão a vontade do conhecimento. Fui à Feira do Livro e pretendo lá voltar antes que esta termine!

Pois é Margarida, o teu blog está ao teu nível e subscrevo a Inês em tudo o que disse acerca da tua escrita.

Parabéns!


De Margarida Balseiro Lopes a 4 de Junho de 2008 às 02:37
É verdade, chegaste cheia de livros e com um sorriso tonto na cara, depois de teres visitado a Feira. Tal como eu, pela primeira vez. Havemos de lá ir, novamente, antes que acabe!


De Diogo Nogueira Gaspar a 3 de Junho de 2008 às 20:15
Desta vez decidi-me a comentar! concordo com o Borges, mas se o paraíso for uma livraria portuguesa reduzem-se as probabilidades. Temos livros cinco a seis vezes mais caros do que no resto da Europa e é indiscutível que a cultura do fait-divers também vai matando a pouco e pouco o nosso mercado livreiro. Os resíduos sólidos de que fala o António Lobo Antunes existem, proliferam nas montras de muitas livrarias e a literatura começa a rarear... Não sou contra ao livro enquanto produto comercial, mas ao menos que os grupos que fazem dele um negócio não deixem para trás o essencial, até porque com os lucros que auferem não só devem como o podem fazer. Felizmente há uma ou outra livraria excepção. Espero que a Feira de Lx deste ano, onde não fui, se tenha demarcado nesse sentido!


De Margarida Balseiro Lopes a 4 de Junho de 2008 às 02:42
Diogo,

Há livrarias portuguesas, muito simpáticas. Aliás, a Livraria Arquivo em Leiria é paradigmática: um espaço cultural ímpar na cidade.

O desconto de feira não creio que influa muito no volume de vendas, até porque hoje em dia, as principais livrarias já praticam este tipo de promoções durante todo o ano. A propósito disto e, por eu e o Paulo termos encontrado Zita Seabra na “banca” da “Aletheia”, lembro-me de uma intervenção brilhante da nossa ex-ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima: para combater a quebra de vendas nos “cd’s” que tinham uma taxa de IVA de 21%, a nossa ministra propunha aumentar o IVA de 5% dos livros para 21%. Zita Seabra respondeu-lhe indignada: “uma queirosiana” a propor este tipo de medidas?!

Volta sempre!


De Strelitzia5 a 21 de Junho de 2008 às 17:50
Olá Margot,

concordo com o sr. Jorge Luís Borges, embora acrescente que, felizmente para todos nós seres humanos, não será o único pequeno paraíso que nos é concedido.
Mal de nós! Até porque depois de ter lido a polémica que se acendia nos comentários a este post, resta-me partilhar da tristeza pelos preços praticados na maior parte das livrarias. E eu fui à Feira do Livro e esperava preços mais cativantes, confesso. Acho que não se pode ir num belo dia que nos dê na gana e estar à espera de um rico achado. Agora já não há dessa sorte. E é essa sorte que nos motivava em tempos.. mas pronto. Os tempos são outros. Agora temos que ser os «Sherlock Holme's» literários e pesquisar preços, oportunidades, e oportunidades e preços. Os detectives de livros bons, e muitos. Já não dá para levar 5,6,7 livros para casa. Lamento que outras coisas hajam, que estejam mais baratas e facilitadas, e os livros (que deviam ser bens essenciais!) comecem a dirigir-se cada vez mais para uma camada específica de interessados. E como dificultam a vida aos que se interessam... Já não compro tantos livros como antes, tenho pena. E por muito bem que às vezes tenha ouvido falar de um livro, custa-me, confesso, lançar mão da quantia pedida. Ademais, para complicar isto, pensava eu que as alfarrabistas seriam o meu escape! De cada ano que vou a uma, a senhora (que já a conheço e mesmo assim não lhe troco as voltas) nunca me leva a sério. E nunca dá para regatear seja o que for. Tornaram-se nos livreiros do submundo e com preços iguais! Ao menos ela deixa-me estar uma hora por ali a cirandar (bem, o pouco de mobilidade permitida no espaço minúsculo, mas adorável! - que nem uma época e vivência de outro mundo) sem me constantemente perguntar se preciso de ajuda, sem me recomendar isto e aquilo e sem me olhar desconfiada..

Perante estes dilemas.. onde arranjo eu livros?

Beijinhos Margot **
e parabéns pelo espaço!


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