Novo ano lectivo e os rankings voltam a estar em destaque nas já habituais comparações que se fazem entre as Escolas Públicas e as Escolas Privadas. Parece evidente que o actual sistema de appartheid educativo desprestigia a Educação, enquanto a escolha do estabelecimento de ensino se pautar por critérios da zona de residência ou de trabalho dos pais.
Continuam a fazer-se rankings com critérios muito pouco objectivos, olhando da mesma forma realidades inconciliáveis: afere-se a qualidade do estabelecimento de ensino em função da média de exames, quando na realidade exames de francês ou matemática não são comparáveis em termos de resultados, ou uma escola com 150 exames não pode estar no mesmo grau de comparação com uma escola que realiza 1000 exames.
Por outro lado, continuamos a apostar em Novas Oportunidades: optámos por atribuir diplomas a quem contasse a sua história de vida, preterindo a aquisição de conhecimentos, aprendizagem, formação e qualificação.
Trata-se de políticas na área da Educação que terão resultados calamitosos no futuro desenvolvimento do nosso país. A continuar assim, serão muitos mais os anos em que nos manteremos bem atrás, na cauda sabe-se lá de quê!