Dizem os mais velhos que, entrando numa juventude partidária, pouco tempo depois se perde o encanto, o idealismo e a vontade de mudar o Mundo. Por vezes, não chega a ser uma perda, para alguns, quando a ambição pessoal, o interesse ou a mera vontade imperam no momento em que optam pela filiação partidária.
Entrei com 15 anos na JSD com a profunda vontade de fazer mais pela minha Terra, pelas minhas gentes, pelo meu País. E diria que a mesma permanece inabalável e intocável. E, olhando à minha volta, vejo muitos que me inspiram, fazendo com que acredite que podemos mesmo fazer mais e melhor pelo que nos rodeia. Há 2 dias conheci uma jovem, de 16 anos, determinada em fazer parte da JSD, ciente da responsabilidade inerente a um militante de uma juventude partidária. Nas palavras em que manifestou a vontade em filiar-se, concretizar-se-iam os versos de Álvaro de Campos: “tenho em mim todos os sonhos do mundo”. Uma vénia a todos os que, em juventudes partidárias, em associações de jovens, no voluntariado, e em tantas outras formas de participação não formal, se entregam a causas e se batem por convicções e continuam a fazer deste mundo um sítio melhor.
Para os estrangeirados em Lisboa é um desafio descobrir esta cidade, mesmo três anos depois de a ter escolhido como a minha 2ª Casa. Hoje perdi-me por Campo de Ourique para saborear o melhor bolo de chocolate do Mundo. E eu diria que o bolo faz jus ao nome.
Dez anos de carreira assinalados com um novo Cd. Os Fados do Fado são uma escolha sublime dos melhores fados portugueses. Uma interpretação magnífica!
Um dos fados é o Reza-te a sina.
Reza-te a sina
Nas linhas traçadas na palma da mão
Que duas vidas
Se encontram cruzadas
No teu coração
Sinal de amargura
De dor e tortura
De esperança perdida
Indício marcado
De amor destroçado
Na linha da vida
E mais te reza
Na linha do amor
Que terás de sofrer
O desencanto ou leve dispor
De uma outra mulher
Já que a má sorte assim quis
A tua sina te diz
Que até morrer terás de ser
Sempre infeliz
Não podes fugir
Ao negro fado brutal
Ao teu destino fatal
Que uma má estrela domina
Tu podes mentir
às leis do teu coração
Mas ai quer queiras quer não
Tens de cumprir a tua sina
Cruzando a estrada
da linha da vida
Traçada na mão
Tens uma cruz a afeição mal contida
Que foi uma ilusão
Amor que em segredo
Nasceu quase a medo
Para teu sofrimento
E foi essa imagem a grata miragem
Do teu pensamento
E mais ainda te reza o destino
Que tens de amargar
Que a tua estrela de brilho divino
Deixou de brilhar
Estrela que Deus te marcou
Mas que bem pouco brilhou
E cuja luz aos pés da cruz
Já se apagou
É grande a celeuma que em mim provoca a capitalização que a “esquerda” faz de símbolos e valores como os da Liberdade: para alguns, parece ser um contra-senso afirmar que somos social-democratas e que ouvimos e admiramos letras e músicas como as de Francisco Fanhais, Manuel Freire, Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso, entre outros. Perdoai-lhes, Senhor, certamente muitos nem sabem o que ouvem.
Depois das eleições autárquicas, não tive oportunidade de fazer um apontamento sobre os resultados da minha terra, a Marinha Grande. Sem me perder numa análise exaustiva, que será obviamente feita noutro forum, cumpre salientar a considerável subida percentual, tendo o PSD sido a única força partidária a contar com mais mandatos na Assembleia Municipal.
O que mais relevou deste acto eleitoral, traduzir-se-á nos próximos 4 anos. Conseguimos reunir pessoas de grande qualidade, muitas delas (ainda) independentes, dispostas a consolidar um grupo de trabalho que se reuniu e que pretende manter um constante acompanhamento do mandato autárquico. E isto, muito se deve ao nosso vereador, António Santos, e ao nosso líder de bancada, Pedro André.Como aos muitos responsáveis, como Manuel Teles, António Cabeço, Rui Miranda, Daniela Teixeira e muitos outros, que embora aqui não particularizados, em muito contribuiram para a fantástica campanha autárquica do PSD.
Pela frente, temos muito trabalho. Mas uma coisa é certa: temos equipa.
Hoje a Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa faz 95 anos. E, na próxima 3ª feira, dia 17 de Novembro, haverá uma Marcha pelo Ensino Superior, da Cidade Universitária ao MCTES. Começa às 15 horas.
Haverá melhor forma de dignificar e celebrar os 95 anos desta grande instituição do que continuar a defesa intransigente dos interesses dos estudantes, participando nesta Marcha?
Maravilhoso. Tal como o livro de Sidonie Gabrielle Colette. É confessa a minha paixão pela cultura francesa, admito até que tenha nascido na época e no país errados, tendo em conta o regalo que é para mim as descrições e retratos de França, entre os finais do séc. XIX e inícios do séc. XX. Talvez por isso, na sala de cinema a pessoa mais nova a seguir a mim tivesse, pelo menos, 60 anos.
O filme é de uma subtileza empolgante, com delicadas e sofisticadas manifestações de volúpia, sem perder o encanto e sem revelar o óbvio, considero belíssima a prestação de Michelle Pfeiffer.
Não menos espectacular seria a transposição de Verdes Amores, da mesma autora, para o Cinema. Mas, revendo o Chéri contentar-me-ei com este delicioso quadro com que Stephen Frears nos presenteou.
Novo ano lectivo e os rankings voltam a estar em destaque nas já habituais comparações que se fazem entre as Escolas Públicas e as Escolas Privadas. Parece evidente que o actual sistema de appartheid educativo desprestigia a Educação, enquanto a escolha do estabelecimento de ensino se pautar por critérios da zona de residência ou de trabalho dos pais.
Continuam a fazer-se rankings com critérios muito pouco objectivos, olhando da mesma forma realidades inconciliáveis: afere-se a qualidade do estabelecimento de ensino em função da média de exames, quando na realidade exames de francês ou matemática não são comparáveis em termos de resultados, ou uma escola com 150 exames não pode estar no mesmo grau de comparação com uma escola que realiza 1000 exames.
Por outro lado, continuamos a apostar em Novas Oportunidades: optámos por atribuir diplomas a quem contasse a sua história de vida, preterindo a aquisição de conhecimentos, aprendizagem, formação e qualificação.
Trata-se de políticas na área da Educação que terão resultados calamitosos no futuro desenvolvimento do nosso país. A continuar assim, serão muitos mais os anos em que nos manteremos bem atrás, na cauda sabe-se lá de quê!
Esta semana come-se bem por Lisboa. A iniciativa Lisboa Restaurant Week está de regresso e desta vez decidi aderir. Hoje experimentei o Sessenta, que se revelou uma agradável surpresa, que recomendo vivamente. No domingo, haverá mais.
É a palavra do momento. A indisposição, a tristeza e o sono impedem-me de fazer a análise das eleições hoje. Amanhã é um novo dia.
Para trás ficaram os resultados amargos das eleições. E amigos que eram elegíveis e que ficaram à porta. É mesmo melhor ir-me deitar, não vá começar a pensar nisto!
O debate político em Portugal está muito crispado, o que não se justifica apenas pelo argumento de estarmos em ambiente de pré-campanha. Esta hostilidade e clima de guerrilha na Política Portuguesa remontam já ao ano passado. E, quanto a mim deve-se à personalidade feroz do nosso Primeiro-Ministro. E, naturalmente, ao facto deste se rodear de sensatos conselheiros como Augusto Santos Silva.
Esta guerrilha ideológica está bem patente na blogosfera. No ataque constante e indecoroso à líder do PSD, na defensa cega e obtusa do seu líder espiritual, vale tudo para se assumirem como a única possibilidade para a governabilidade do país. Mais três semanas, e espero que isto passe…
Este ano parece que o Pai Natal chegou mais cedo. Mas como, à excepção das crianças, ninguém acredita no Pai Natal estou certa que valerá a pena esperar por dia 27 de Setembro, para voltar a ter alguém como chefe de Governo que não tenha esta tendência absurda para mentir, prometer em vão, dissimular e enganar. Confio na escolha dos portugueses. Confio na Dra. Manuela Ferreira Leite.
É hoje notícia a redução para metade dos valores do insucesso e abandono escolar. Curioso. Curioso que num espaço dum ano ocorra uma alteração tão significativa.
Se não conhecêssemos casos como o que aconteceu em Darque, em que um aluno com 9 negativas em 14 cadeiras transitou de ano, não acharíamos estranho.
Se não soubéssemos da obsessão da Ministra da Educação e do Primeiro-Ministro em estatísticas para inglês ver, até poderíamos acreditar na fiabilidade destes números.
Se não fossem as palavras laxismo e facilitismo predominantes no léxico deste Ministério da Educação, até felicitaria o actual executivo por estes resultados.
Mas, como não passa tudo duma cosmética de números numa onda eleitoralista que já se prolonga há vários meses, há que ter noção que por detrás dos tons de rosa com que o Eng. Sócrates nos tenta pintar o quadro da Educação em Portugal, está um cenário negro e horripilante duma Educação de fachada, das Novas Oportunidades e da falsa noção de conhecimento.
A relação entre a queda de rochedos e a militância no PSD
Depois da derrocada da semana passada que ocorreu na Praia Maria Luísa em Albufeira, parece que o ditado “casa roubada, trancas à porta” não é minimamente tido em conta.
Durante o noticiário de ontem, da SIC, iam entrevistando os veraneantes de praias vizinhas e, apesar de placas alertando para o perigo de derrocada, as pessoas continuavam a encontrar o seu lugar, não ao sol, como neste caso seria preferível, mas mesmo ao lado de rochedos que se encontram também em risco de ruir.
A justificação é simples: se cair caiu, ou se caiu a semana passada é porque esta semana não cai, ou a culpa é do Estado! É inacreditável a irresponsabilidade que caracteriza este tipo de comportamentos, mas mais surpreendente é o péssimo hábito comodista de atirar para o Estado todas as responsabilidade do que acontece nas nossas vidas.
É este Estado paternalista por que tantos anseiam a desesperam que tem marcado o atraso no nosso desenvolvimento. É este Estado “faz-tudo” que enfraquece a sociedade civil que se vê esvaziada da sua força motriz, que não tem mas deveria ter. É este intervencionismo social que não faz sentido que exista. E é contra este Estado omnipresente que o PSD se bate. E é essa uma das razões que fazem com que eu seja, milite e acredite no Partido Social Democrata.